quarta-feira, 11 de setembro de 2013

PUZZLES

Chega parecer como se tudo na vida é determinado para cada momento. Feito aqueles Puzzles de mil e tantas peças que se encontram totalmente espalhados, desconexos e, com o cotidiano, com a sua perspectiva vão se encaixando, tornando-se mais visíveis.

Amor pelas pessoas é uma palavra que não pode ser forjada como aço maciço na construção de uma espada que pode salvar ou golpear de modo desumano ceifando vidas. Tudo depende de um processo anterior denominado sinceridade que posteriormente poderá ser chamado de união afim de que o amor e amizade possam perdurar. É como se tudo não fosse prescrito ou orientado. Tudo depende do seu caráter com quem vem convivendo de modo cotidiano. Compartilhar problemas, alegrias, é algo de praxe. E como explicar como as pessoas que já nos cercavam passam a ser de simples transeuntes em nossas vidas, nossos verdadeiros passageiros, nossos caronas, nossos protagonistas, virando aquele filme cinco estrelas  rodado na locomotiva do nosso coração por uma única pessoa que faz aquele "estrago"? Isso também é outra característica ou outra peça que a vida nos prega. Isto não é nada mais do que uma verdadeira união. E é em sua forma mais pura que uma união torna-se parte de nossa essência. Mas quando esse vínculo é quebrado, nossa essência é mudada para sempre. Desde quando nascemos somos guiados a formar uma união com os outros. Uma eterna estrada para se conectar, para amar, para pertencer. Em sua união perfeita, achamos a força que não podemos encontrar sozinhos, mas a força da união não pode ser conhecida até ser provada.

"Banalidades"


O que poderíamos chamar de um verdadeiro sacrifício? Estamos tão acostumados a colocar palavras fortes em frases corriqueiras que seu verdadeiro sentido, sua força, torna-se algo efêmero e aí perdemos toda sua imponência. Cuspimos essa palavra de maneira abjeta, sem saber que sacrifício para você é simplesmente levantar para o trabalho, aturar aquela visita em seu lar, escutar àquela pessoa indesejada, ficar em uma fila de banco durante algumas horas, ter que "aceitar" a opinião dos outros pela sua falta de posicionamento em relação a algo que você mesmo não
domina ou que prefere se calar para não entrar em imediato conflito ou algo a mais que lhe valha.
Sacrifício, se formos realmente para e pensar, na sua definição mais exata, é dar algo precioso em troca de conciliação como o alto poder. É na verdade uma devoção permanente a uma causa que não pode ser satisfeita com uma simples promessa porque um juramento, não importa o quão solene seja, não pede nada em troca.             Enquanto o verdadeiro sacrifício exige uma perda indescritível. Sacrifício exige  renúncia das coisas com que mais nos importamos seja da mais sublime a mais execrável. 
Somente sem a agonia dessas perdas uma nova resolução em sua própria vida poderá nascer. Uma devoção sem fim para uma causa maior. E um dever moral para ver uma jornada através da sua absoluta realização. Palavras ao vento. Pense antes de proferi-las.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Passos bem dados


E no mundo da ganância, do lucro e difamação acabo por enxergar que o que eu mais quero depois de uma longínqua jornada de trabalho estudo, estudo trabalho é respeitar as pessoas com a mais pólida educação proveniente dos meus pais, visitar meus velhos amigos com uma garrafa de vinho tinto e queijos,  ter uma casa com  cercas brancas e uma varanda para uma rua bucólica (sonho burguês de cultura norte americana), poder sorrir ao seu lado, passar as mãos em seus lisos e longos cabelos, sobrepor minha mão na sua, encher os olhos de alegria ao te ver dormindo da maneira mais despojada possível. E quando chegar a noite, serei grato por mais um dia ao lado de quem realmente amo. Um dia se vence outro se perde e esse é o ciclo da vida. Mas, manter-se de pé e acreditar é o que nos torna humanos munidos mais e mais de esperança. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Espinhos

E vemos que nesta vida, com o andar da velha carruagem, infelizmente, não podemos dizer que somos felizes inteiramente. Há sempre um espinho que por menor que seja, espeta-nos como se fosse um golpe profundo e dessa mesma mão jorrasse litros e litros de sangue. Daí nossa essência começa esvair-se aos poucos mas simultaneamente tão depressa... São nestes momentos que questiono: Por que é que a felicidade tem obrigatoriamente de ter um limite, ou melhor, um tempo de duração? Nada é certo ou etéreo, mas então, se é assim, por que nos ferimos e jorramos "n" litros de sangue a cada golpe que a vida ou outrem nos dão? Seríamos nós, sado-masoquistas, ou simplesmente mais um objeto de açoite de vez em quando?