segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Espinhos

E vemos que nesta vida, com o andar da velha carruagem, infelizmente, não podemos dizer que somos felizes inteiramente. Há sempre um espinho que por menor que seja, espeta-nos como se fosse um golpe profundo e dessa mesma mão jorrasse litros e litros de sangue. Daí nossa essência começa esvair-se aos poucos mas simultaneamente tão depressa... São nestes momentos que questiono: Por que é que a felicidade tem obrigatoriamente de ter um limite, ou melhor, um tempo de duração? Nada é certo ou etéreo, mas então, se é assim, por que nos ferimos e jorramos "n" litros de sangue a cada golpe que a vida ou outrem nos dão? Seríamos nós, sado-masoquistas, ou simplesmente mais um objeto de açoite de vez em quando?

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