quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Stand up comedy de natal


Eu poderia iniciar este “post” de uma maneira bem clichê dizendo que “mais um ano termina e nasce outra vez”, “estamos chegando ao final de mais uma batalha”, “que o coração do menino Jesus ilumine os demais”, “que o ano novo seja próspero com muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. Mas não venho aqui para desejar isto e algo mais a todos. Gostaria de explicar que não sou um cartão ambulante com frases prontas, muito menos tenho vocação ou pretensão para tal. E, se você espanta-se com minha ínfima declaração, perdoe-me: não causa efeito algum, pois sou blasé e meu hall de amizades (que são bons, poucos e super amigos) está cheio com a mesma característica.
                O fato é que de boas intenções, não o inferno, pois assim como o Chuí ainda não o conheço e faço questão de cancelar minha ida cotidianamente, nosso ambiente está mais que abarrotado. Fico admirado como as pessoas conseguem ser amargas durante onze meses por ano e no último mês, excepcionalmente aos noventa minutos, são contaminadas por uma espécie de vírus da doçura e política da boa vizinhança onde surgem beijos, abraços, lembrancinhas surpresa com aquela excessiva frase seguida de mais um “caloroso” abraço: “espero que tenha acertado! Não conheço bem seu gosto, mas quando passei pela loja, parei e disse com meus botões: é a cara dele”! Ora, sendo assim, sem querer, a pessoa já contou o conteúdo da “surpresinha” ficando óbvio em decifrá-la. Na verdade, a “surpresinha” é nada mais do que um porta retratos com uma foto minha evidentemente. De preferência daquelas em que você recebe de brinde quando vai tirar fotos três por quatro em um cansativo ritual de ficar sério, paralisado como um Buda frente a assistente onde minha vontade sempre foi fazer caras e bocas para ela quando segura aquela grande máquina preta e se contorce mais que uma ginasta sugerindo que façamos aquela pose tão “criativa” meio de perfil com a perna semi cruzada esbanjando um semi sorriso forçado parecido com uma aplicação de botox.
                Na verdade eu vejo que este “amor contagiante” poderia ser racionado durante os outros meses afim de que a sinceridade possa aflorar em nossos corações. Por que não abraçar quando se tem vontade e não por obrigação da festa natalina? Por que não começar a por em prática as palavrinhas mágicas, ensinadas pelos mais velhos e doces como as tortas de maçã de nossas avós dizendo boa noite! Como vai? Boa tarde! Bom dia! Obrigado! Ou então, “lembrei de você quando vi a cena daquele filme”. E outra, por que não dizer que ama fulano de tal fora do mês de natal?
                Devemos lembrar que muitos não nasceram no mês de Dezembro e existem outros onze meses esperando por um depósito, mesmo que mínimo, de sua real felicidade. Não seja imbecil ao ponto de achar que um único mês mudará toda sua vida. As dificuldades e os obstáculos deste espetáculo que se chama vida estão presentes de modo constante e ao depararmo-nos com elas significa que devemos agir como Muhammad Ali frente ao seu oponente: “voe como uma borboleta e ferroe como uma vespa.”
                As cortinas vermelhas foram abertas e um público enorme e diversificado espera ver sua atuação durante trezentos e sessenta e cinco dias do ano. E o que posso desejar a você? “Merde”.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011



           Como nossos pais

 Neste último feriado de origem cinzenta estive durante algumas boas horas na companhia mais que especial da minha querida amiga Débora Cristina mais conhecida no hall da fama congonhense como “Debinha”. Pessoa fora do comum que alegra meus dias, principalmente finais de semana, com suas risadas e seu humor pra lá de duvidoso ao indagar se eu tinha certeza absoluta que o presente feriado era mesmo a comemoração da Proclamação da República pois, segundo a mesma, estava com cara de Finados.
Conversamos em meio há algumas cervejas sobre nossas alegrias, tristezas, conquistas e perdas. Enfim, fizemos algo baseado  num divã em pleno centro da cidade, mais precisamente em uma mesa de bar, onde nem sequer estávamos interessados se os outros ouviriam nossos segredos e tampouco comentassem algo que nos denegrisse. Enfim estávamos regurgitando tudo o que estava entalado em nossas gargantas, o que nos incomodava.
Em determinado momento, e não me pergunte o porquê, começamos a falar de nossos pais, aliás, não só deles, como em um dia quem sabe, ocupar o lugar deles. Débora logo se mostrou uma pessoa ainda não preparada para a situação o que me fez repensar sobre o assunto. Comecei a imaginar minhas noites de sono sendo perdidas, pois o meu ou quem sabe meus filhos ainda permaneciam na rua. No excesso de cabelos brancos de tanta preocupação, nos sermões que na maioria das vezes não conseguiríamos dar ao olhar para cara deles e ter vontade de rir da brincadeira de mau gosto em que acabaram fazer, no medo de descobrirem através de um tio ou quem sabe um dos nossos companheiros, desses que ainda se acham um eterno e convicto adolescente, o quanto fomos “irresponsáveis” e que não temos sequer “moral” alguma para julgá-los, castigá-los ou algo que o valha. Lembro-me de chegarmos a uma questão um tanto quanto delicada onde mesmo achando-se um excelente pai ou mãe sempre faltará algo e, na maioria das vezes, alguns pais tentam suprir a esta falta, que nada mais é um beijo de boa noite, um “como foi na escola hoje?”, com algo material como um tênis, uma nova mochila, um celular entre outros.
Outro comentário surgido foi o de como também são tratados, aliás, maltratados alguns pais. Começamos a expor situações de eterno desprezo de filhos que por não pertencerem a uma classe social elevada criando certa vergonha, um desdém pelos seus responsáveis.
Quantos são os pais de origem financeira mais baixa, que não tiveram uma oportunidade de estudar, só têm hora para acordar e trabalhar em dois, três empregos dando o de melhor para seu filho afim de que o mesmo possa se “igualar” materialmente aos demais e não recebem sequer um obrigado? Pensamos muito sobre o assunto e ao nos despedirmos pensei que a conversa ficaria por ali, não esquecida naquele mesa de bar amarela em meio há tantas outras pessoas, mas que demorasse para ser retomada. Foi quando exatamente alguns dias depois daquele feriado “confundido” com o dia de Finados, que em um fim de tarde vendo televisão com meu pai, reparamos no desdém de uma filha para com sua mãe de origem idosa. As cenas, a meu ver, eram extremamente fortes. A filha, uma senhora de meia idade, a principio, era a responsável por sua mãe que devido a sua avançada idade, necessitava de cuidados especiais. O que mais chamou minha atenção foi à proposital negligência da filha com sua genitora. A senhora, como já foi dito, precisava de cuidados especiais, vivia em uma casa completamente suja, com poucos móveis já acabados, em uma cadeira de rodas já em desuso em meio a uma infinidade de gatos que dividiam sua comida com a da pobre senhora que posta no chão. Foi relatado também que a pobre senhora, como se não bastasse viver em péssimas condições, além de ter suas duas aposentadorias consumidas pela filha, não consumia seus remédios devidamente além de ser banhada em água fria. Fiquei estarrecido! Como uma pessoa que provavelmente dedicou boa parte da sua vida a criação dos filhos, justamente quando mais precisa que uma mão seja estendida para que a acolha no fim de suas forças recebe uma bofetada de desprezo e ganância? Onde foram parar os valores que foram repassados há séculos no berço da cultura grega, espalhando-se por todo ocidente que os mais velhos devem ser respeitados, pois são eles os responsáveis por nossa eterna sabedoria? Em que mundo vivemos? Será que a ganância, o poder, o dinheiro superaram valores como dignidade, honestidade e respeito? A cada ano nossa são levantadas estatísticas de que a sociedade brasileira vem envelhecendo como nos países europeus, mas será que o desrespeito, a negligência, a falta de caráter dos mais novos acompanha a elevação da mesma? Pressinto que muitos de nós ainda mantemos algo mítico de que nunca ocuparemos este lugar. 

domingo, 2 de outubro de 2011

Isso isso isso e mais aquilo


A televisão até que não “me deixou burro muito burro demais”. Digo isso porque nos últimos dias, ou meses nesta minha correria diária onde vejo as vinte e quatro horas do dia desaparecerem de maneira volátil, ao sentar-me diante da caixa preta, tenho como única distração, um seriado, exibido pela primeira vez no México na rede Telivisa nos anos setenta chegando ao Brasil no inicio da década de oitenta.
O programa Chaves, denominado em seu país como “Chavo Del oito”, protagonizado pelo humorista chespirito encantou e ainda encanta pessoas de idades distintas. Com um humor ingênuo, um cenário de baixo orçamento, o comediante Roberto Bolanos e sua trupe de personagens repletos de chavões conquistaram boa parte do mundo levando alegria aos nossos lares. Quem de nós nunca ficou completando as frases do senhor madruga quando agride o Chaves? O choro da Chiquinha? O meloso encontro do professor Girafales com dona Florinda? Ou até mesmo rindo do carteiro Jaiminho que empurrava sua bicicleta por não saber andar dando preferência a terceiros para que os mesmos procurassem suas cartas evitando assim a enorme fadiga? Vai entender! Coisas de Tangamandápio.
Quando comecei a ter contato com o programa televiso, muitas vezes achava hilário, outras ficava torcendo para acabar e senti uma enorme saudade quando o mesmo saiu do ar. Entretanto passados alguns anos, ao me deparar com ele novamente, e desta vez com uma enorme freqüência, comecei vê-lo com outra perspectiva. Fico espantado com o grande teor de cunho político social passado de maneira implícita no seriado em meio a um coro de risadas. Confusos? Então vamos dar inicio a começar pelo seu espaço físico. A historia se passa em uma pequena vila, de origem humilde dividida por dois pátios, onde todos seus moradores são desprovidos de residência fixa pagando ao proprietário destes imóveis apelidado, devido seu excesso de peso, de senhor Barriga. Dando seguimento aos outros moradores, entra em cena uma senhora de meia idade, viúva, mãe de um garoto mimado que adquire praticamente toda espécie de brinquedo solicitado com exceção da tão sonhada bola quadrada. Estou falando de Dona Florinda. Uma dona de casa que, por receber uma pensão vitalícia do seu marido engolido por uma baleia, julga-se financeiramente superior aos demais moradores insultando-os de gentalha fazendo que seu filho tenha o mesmíssimo comportamento de desprezo com a vizinhança. Dona Florinda tem um relacionamento meloso com um professor que ministra aulas de conhecimentos gerais e exatos para alunos aparentemente de ensino fundamental onde a sala da aula é típica das escolas públicas do Brasil e talvez do México: espaço físico abarrotado de alunos, com pouca instrução e escassez de outros elementos didáticos ficando apenas com a fala, o quadro negro e o giz. Os alunos, maioria das aulas são dispersos, não compreendem o processo histórico alem de se apavorarem quando são argüidos oralmente dando respostas sem nexo afim de que as mesmas valham para algo.
O ator Ramon Gonzalez interpreta o personagem seu madruga. Meu preferido por sinal. Com uma calça jeans, desbotada, all star, camisa preta e um chapéu em frangalhos o ator dá vida a um personagem que na maioria das vezes é visto por todos como um vagabundo por não ter emprego fixo além de não estar com suas contas em dia. Ao meu ver, o senhor madruga é mais um dos tantos Josés da vida que estão correndo atrás de algo mas nunca alcançam. Observem que são poucas as vezes em que o mesmo não está praticando algum oficio para ganhar uns míseros trocados: pintor da vila, sapateiro, boxeador quando jovem, fotógrafo de lambe lambe, carpinteiro, funcionário de parque, barbeiro e até mesmo pasmem... vendedor de churros para Dona Florinda e conselheiro amoroso para o professor Girafales em um momento de tensão com a amada. Ele sempre batalha, porém devido as mazelas da sociedade em que está inserido nunca conseguiu um trabalho digno sustentando sua filha como pode vivendo na escória da sociedade.
Finalizando temos um contato com um garoto que deixa explicita a miséria. Com uma roupa toda rasgada, Chaves é um garoto raquítico, com extrema fome, órfão, sem um teto para se abrigar vivendo dentro de um barril. Em suma toda a trama está fazendo uma denuncia da sociedade desigual em que vivemos, dos atos políticos mal pensados onde inocentes acabam por pagar um alto preço por toda uma vida.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nossa educação ambiental começa dentro de casa

Cotidianamente venho a observar que a pauta das conversas dos cidadãos congonhenses, sejam elas formais, em reuniões administrativas com o poder executivo juntamente com empresários de grandes setores privados, ou informais, entre pessoas paradas em um ponto de ônibus, padarias, bares, restaurantes, vão sendo calçadas pelo mesmo tema: a frenética poeira que invade nossos lares, comércios além de prejudicar nossa saúde.
Todos estão chocados com tamanha negligência das empresas de fomento mineral que exploram de maneira abusiva nosso minério deixando-nos em uma situação de total desconforto. Vejo o cidadão congonhense traçar a cada dia um perfil de participação política mais ativa que, se comparado há alguns negros anos atrás, era completamente inexistente, sufocado pela infausta era de uma cidade coronelista, perseguindo qualquer civil que demonstrasse publicamente sua indignação com tamanha corrupção.
Os protestos existem desde que o ser humano tomou por si a indignação perante aos que o governam. Como exemplo podemos citar os filósofos da Grécia antiga que iam para as praças da pólis instruir os então considerados cidadãos sobre seus direitos. Já no século XIX temos manifestações intensas na Europa, sejam elas de caráter anarquistas, comandadas por Mikail Bakunin, construindo barricadas ou lideradas pelas ideias de Karl Marx e Engels na publicação do Manifesto Comunista. Todas estas duas últimas sendo feitas em prol do proletariado contra os abusos do regime capitalista, ou seja, melhores e mais dignas condições de trabalho.
Estamos vivendo uma época onde ficar parado e abaixar a cabeça para tudo é nada mais do que sujeitar-se a própria morte. Todos reivindicam, todos reclamam: “a cidade está imunda”, “não agüento mais essa poeira”. Mas será que tamanha reclamação é plausível? Será que não estamos também nos esquecendo das coisas mais simples de nossas vidas que são de extrema importância? Que estamos mais questionadores isto é fato. Mas nos esquecemos de apreciar as pequenas coisas quando estamos andando por nossa cidade. O sol irradiante que nos aquece pela manhã, o verde de nossas árvores nas praças da cidade e sem contar na imponência dos ipês amarelos que rondam praticamente todos os lugares da cidade com sua altura e beleza estonteante. Fico admirado quando estou indo trabalhar e me deparo com suas copas a cada lado que olho seja ele no meio de outras árvores verdejantes ou praças e quintais dos congonhenses. Sinceramente é um espetáculo da natureza que estamos não só deixando de observar em nosso dia a dia como também deixando de cuidar.
Certo dia, fazendo uma pesquisa mais a fundo sobre esta espécie de árvore, pude adquirir o conhecimento de que a mesma é encontrada em todas as regiões do país além de ser escolhida pelo ex-presidente Jânio Quadros como um dos símbolos do Brasil. Seu período de floração é característico do inverno e quanto mais fria a estação mais abundantes serão suas flores. Tal floração só é possível graças ao transporte de seiva bruta sendo transformada em seiva elaborada gerando tamanho espetáculo e pasmem sua principal fonte de energia são as próprias folhas que caem próximas a sua raiz servindo de alimento para a árvore. E daí? Você pode estar se perguntando. E daí é que a maioria das pessoas varrem as folhas dos ipês não deixando a própria árvore se alimentar, pois consideram aquilo como lixo. Sendo assim, com o tempo, o ipê continuará a florescer, porém, cada dia em menor intensidade até que suas flores desapareçam por completo em um próximo inverno.
Com tantas reclamações, que repito, de fato são importantes, deveríamos também preocupar-nos com nosso meio do qual fazemos parte. Se quisermos uma cidade livre da poeira porque atirar lixo na rua? Por que varrer a calçada com água? Por que não por em prática a separação do lixo seco e do lixo úmido em nossas residências para que posteriormente, quando tivermos uma coleta seletiva já estaremos mais habituados com essa boa mudança?
Devemos sim por em prática toda educação ambiental que na maioria das vezes fica só como orientação para que possamos cobrar, reclamar com mais intensidade já que então estaríamos colaborando para uma cidade mais limpa mais florida e melhor para se viver e cada vez mais politizada. Uma Congonhas realmente mais bonita.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Como se fosse receita de bolo

Fico a me perguntar sobre meu comportamento. Mesmo indo contra as regras impostas pela sociedade vigente, acabo, sem querer, fazendo tudo como manda o figurino. Na verdade parece até que estou lendo um livro de etiquetas da Glória Kalil. Tento me envolver (sempre tendo a certeza de que nunca tenho capacidade para seduzir alguém),
 conheço, harmonizo, entendo as idéias e tento compartilhá-las, apesar de muitas não baterem muito bem com meu perfil. Em seguida, começo a fazer parte daquele mundo que não era meu, ou melhor, mundo do qual não fazia parte. Passo a freqüentar seus lugares preferidos, vou a algumas festas a meu ver um tanto quanto estranhas, conheço pessoas do seu meio, mãe, Pai, tios, tias, cachorro, gato, galinha. Vou aos poucos invadindo seu lar, sento-me na sua sala de estar, no seu sofazinho desbotado, feio e opaco em um dia morto domingo, ou num sábado em que não arrumamos nada para fazer, durmo ao seu lado e posso também acordar  do mesmo lado quando você acha conveniente,aliás, sem qualquer perigo. Viajo para onde você está para que tenhamos mais privacidade. Nossas intimidades vão aos poucos sendo expostas de modo  natural. O quarto escuro daquela negra noite de sexo começa a dar lugar para uma bela manhã, uma intensa tarde, ou também uma negra noite, porém, desta vez, com a ajuda de uma meia luz clareando nossos corpos. Tudo se torna agradabilíssimo! Nossos problemas vão sendo também expostos, um sempre tenta ajudar ao outro, aconselhando, dando aquela verdadeira força em momentos de extremo vazio. Estranho! Sempre ouço que sou uma pessoa com um coração enorme do qual não tenho idéia do quanto seja bondoso. Bondade! Se ela existe, por quê os sentimentos aos poucos tendem a se esvair pelo decorrer dos meses que vão adentrando? Por quê eles tendem a se consumir pelas mãos como gotas de mercúrio quando estão expostas do termômetro de vidro? Tudo se torna amargo em um instante e a explicação quase nunca é aceitável. Soa como uma desculpa, algo que não faz tanto sentido depois de tudo que se passou. Parece que a novela da vida real teve seus capítulos reduzidos devido às constantes baixas do ibope.  Enfim tudo se acaba e quando menos espero, já estou, acreditem sem me programar ou esperar por isso, novamente envolvido e o ciclo que se fechou, a historia que deveria ter terminado volta com o mesmo tema onde nem sequer muda-se o ambiente e simplesmente alguns atores onde eu mais uma vez estou ali, protagonizando a mesma novela. Novela? Não. Creio que seria mais um filme. É isso aí! Um filme parecidíssimo com o Doce Novembro. Onde aquela mulher toda desapegada de bens materiais tem relacionamentos curtos e em determinado momento, quando tudo em certa sintonia, ela simplesmente desaparece, some e deixa sua lição para que as pessoas vivam os prazeres de sua vida pois a mesma é muito curta. Mas eu não estou doente e acho que não tenho a capacidade, o dom, de ensinar pessoas a serem felizes. Na verdade, precisamente hoje, neste exato momento, eu acho que as estrago e passo a ser a desintegração.